Papoula Rubra

Mulheres Falando Só
Em Mulheres Falando Só, Papoula Rubra mistura narrativa e poética, desestabilizando na trama a ideia de mulher como gênero sexual absoluto a partir da polifonia de vozes silenciadas, silenciosas e solitárias. São narrativas enunciadas por mulheres e sobre mulheres, da primeira à terceira pessoa, de um enredo abrangente à tônica intimista da prosa poética. Entrecruzam-se diferentes momentos da vida de uma mulher. O texto perpassa desde o tesão e a trama social, até as relações familiares e a psiquê. O livro é um convite a outras mulheres que falam sozinhas e a quem mais se dispor de corpo inteiro.

Mulheres Falando Só

Sinopse

“Mulheres Falando Só” é uma obra da autora Papoula Rubra que transcende as convenções literárias ao explorar a multiplicidade de vozes femininas, desafiando a ideia de mulher como um gênero sexual absoluto. Através de uma narrativa que mescla prosa poética, contos e poemas, o livro oferece uma visão íntima e multifacetada do universo feminino, convidando o leitor a adentrar um espaço de reflexão e descoberta.

A autora, Papoula Rubra, é psicóloga não praticante, artista visual, pesquisadora e escritora. Com uma formação acadêmica sólida, é doutoranda em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e bacharel em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Sua trajetória acadêmica e artística enriquece a profundidade e a complexidade de sua escrita.

O livro é estruturado de forma a apresentar narrativas enunciadas por mulheres e sobre mulheres, utilizando diferentes perspectivas, desde a primeira até a terceira pessoa. Essa diversidade de vozes permite ao leitor vivenciar distintas experiências femininas, desde momentos de prazer e desejo até desafios sociais e familiares. A autora aborda temas como a sensualidade, as dinâmicas sociais, as relações familiares e os aspectos psicológicos que permeiam a vida de muitas mulheres.

“Mulheres Falando Só” também se destaca por sua abordagem sensível e profunda, proporcionando aos leitores uma reflexão sobre as múltiplas facetas da experiência feminina. A obra convida outras mulheres que falam sozinhas e a quem mais se dispuser de corpo inteiro a se reconhecerem nas histórias contadas, promovendo um espaço de identificação e empoderamento.

A publicação do livro foi celebrada com um evento de lançamento que contou com sessões de autógrafos e apresentações musicais, reforçando a conexão entre literatura e outras formas de expressão artística. O evento destacou a importância da obra no cenário literário contemporâneo e proporcionou um espaço de encontro e troca entre a autora e o público.

Em suma, “Mulheres Falando Só” é uma obra que rompe barreiras e convida o leitor a uma imersão profunda no universo feminino, explorando suas nuances, desafios e belezas. A escrita de Papoula Rubra é um convite à reflexão, à identificação e ao reconhecimento da pluralidade de experiências que constituem a vida de muitas mulheres.

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Mulheres Falando Só

Publicação: 2023
Idioma: Português
Editora: Mondru
Páginas: 120
Capa: Comum
Medidas: 16 x 23 x 5 cm
ISBN 10: 6560420493
ISBN 13: 9786560420496
OPINIÃO

Mulheres falando só é comovente e sensível sem perder o senso crítico. Tratando de temas complexos como o amor, a morte, a solidão, a coragem de ser quem é e a liberdade, esse pequeno livro de contos intercalados por poesias potentes nos apresenta mulheres de todas as idades, que se deparam com o silêncio de uma sociedade que não é capaz de ouvi-las, seja o silenciamento pelo conservadorismo, como no conto O caso sem solução de Buraco Vermelho, em que jovens são encontradas mortas misteriosamente, ou o silêncio de uma mãe que nunca contou sua história à filha como em A porta do quarto. Papoula Rubra consegue cativar a atenção com contos instigantes e poesias desafogantes. Seu olhar para o mundo é único e verdadeiramente literário. Aconselho às leitoras, leitores e leitorxs que leiam devagar, para que assim o silêncio das personagens não fique entalado em suas gargantas”.

Flávia Januário

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