Meu nome é Marisa Reis, sou pesquisadora e produtora de audiovisual, e também redatora de programas de entretenimento. Me arriscando agora, pela primeira vez, na escrita de um romance autossociobiográfico.
Conheci a Papoula num curso de escrita, quando tinha pronto 90% do meu livro mais ou menos. O trabalho consistia numa seleção de textos (algo como crônicas/contos) sobre acontecimentos na vida de uma mesma pessoa. Eu acreditava que quando tivesse todo o conteúdo, e por se tratar de uma mesma personagem, era só colocar numa ordem e fazer um ajuste ou outro, que teria concluído o processo. Cheguei até pensar que feito isso já estaria configurado como um romance, uma vez que tinha lido alguns livros com essa pegada.
Foi aí que entrou a leitura atenta, profissional e certeira da Papoula. Ela tem uma visão muito abrangente do processo. Não se restringe somente ao texto que se apresenta. Seu trabalho consiste na análise não só do escrito, mas também do autor como agente direto do que está sendo levado ao papel. Qual a intenção dele com aquela escrita; a quem o romance se destina e como imagina o retorno do leitor após a publicação do livro, são somente algumas de muitas outras perguntas que ela faz. Além disso, opina e sugere mudanças em cada parte do trabalho realizado até ali. Isso tudo é uma espécie de estofo onde o escritor se ampara para ampliar seu ofício. Estou agora numa nova etapa, com o romance ainda não consolidado, mas caminhando bem.
Recomendo muitíssimo essa leitura crítica e acompanhamento. Um avanço e tanto nessa experiência com a escrita.